Let Me Be Myself

29 01 2009

Já me esqueçi de escrever. Já não recordo como facilmente me deitava no papel. E por osmose e difusão facilitada passavam do meu coração para este sítio todas as sensações e sentimentos. Ando na fase do entorpecimento. Creio eu, que deixei algumas faces minhas esquecidas pela rua. Na escadaria está o meu último amor e o novo esse tarda em chegar. No beco da rua está o meu sonho. Na grande avenida a minha paixão pela escrita. Na pastelaria da esquina os meus caracóis. Tento recortar esses pedaços e juntá-los numa nova miscelânea com cola tudo e beber… De modo a que esses pertences, que se encontram nos perdidos e achados, se tornem na minha carne. Contudo, o que vivo agora não é mau, talvez diferente…

Estou contigo por comodidade. Porque na altura quis ir pelo caminho mais fácil. Habituei-me a gostar de ti. E agora dou tudo por tudo para te amar. Vou esforçar-me para querer o teu beijo. Quero sentir que o mundo pára, no instante, em que os teus lábios de veludo vermelho mergulham nos meus frágeis e ingénuos rosa de sabor a framboesa fresca numa tarde quente de verão. Vou sentir com agrado a tua mão àspera na minha doce cintura. Deliciarei-me quando encostares a tua boca nos meus cabelos afagados e me disseres que me amas. Arrepiarei-me quando beijares com ternura o meu pescoço. E serei tua sem medos de compromissos nem vontade de viver outra vida.

Um dia amarei assim enfermagem. Sabendo que o meu verdadeiro amor é outro… Aquele por quem esperei a minha vida. Aquele que beijei escondida no jardim que dá para as traseiras da minha casa. Aquele que eu recordava enquando tentava adormecer com a cabeça encostada no teu peito sabor a baunilha. Se sinto que te traio? Sim. Porém não é a melhor altura para falar mais, a esta hora as palavras são traiçoeiras, meu amor. Tenho medo que não saia algo belo. Há muito que não te escrevo…

Por agora ando simplesmente a tentar morrer de amor por ti, embrelhei-me nisso este ano.

Por agora é tudo…

Estou simplesmente a tentar apaixonar-me, sem medos e o resto?… Virá por acréscimo, se deus assim quiser.

(E isto foi a escrita possível.)

Ah já me esqueçi-a:

– boa sorte – disse ela com um piscar de olho!

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